Ai, que nesse dia de Natal eu queria desativar esse blog, de tantas opiniões negativas que ouvi.
Mas fico pensando nos meus pedaços, meus animais, meus amigos, e acho que eles não merecem.
Os que já foram, Pingo, Bebel, Pepa, Nolo, Cabeça, Nina, Mochito, Joãozinho, Bianca, tantos e tantos... Minha égua Negrinha que agonizou por três dias porque não havia o que eu fazer, e ninguém quis ajudá-la... tem um livro, não me lembro qual, que diz que o próprio dono tem que sacrificar o cavalo, quando ele não tem mais como viver.
Não tive coragem, força e arma necessários.
Como em Rosinha, minha canoa, eu sabia que ela queria que eu fizesse o serviço sujo. Mas não pude.
Apenas fiquei ao lado dela o tempo todo, esperando acontecer.
Tentei matar-lhe a sede, mas o cheiro da morte estava por todo lugar.
E eu tive medo, naquele pasto solitário, ao anoitecer, sem ninguém para me dirigir nem um olhar que fosse, dizendo que estaria ali se eu precisasse.
Não.
Ninguém.
Nós duas, tendo apenas uma à outra.
Ela se foi, descansou, e eu fiquei, amargurando remorsos, dúvidas e inseguranças para o futuro.
Mas aqui estou eu, pensando numa égua muuuuuuuuuito velha que comprei para livrar de maus tratos e fome, e a quem dei os melhores momentos que pude.
Ela teve comida farta, água boa e um pasto só dela.
Era hora dela ir cavalgar nos campos das felizes caçadas.
Que pena, mas que bom.
E é por ela, pelo Pingo, Bebel, Pepa, Nolo, Cabeça, Nina, Mochito, Joãozinho, Bianca, tantos e tantos, que eu vou continuar com a minha idéia inicial. Eles merecem. Vou continuar, apesar de meio desanimada hoje.
Feliz Natal, amigos todos que já partiram.
Amo vocês.
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