segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bebel - final da história.

Eu não imaginava, quando escrevia sobre ela, que ela estava morrendo.
A notícia me foi dada na mesma noite.
Eu deixei para terminar o texto sobre ela subir no telhado em outra hora, e não deu tempo.
Bebel, a eterna criança, tinha medo de chuva e de bombas. Era dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, com carreata e tudo na minha cidade.
Bebel, desesperada, foi para a cobertura de metal do lado da casa, e escorregou para o rio. Com a seca, o rio estava que era pura pedra.
Ela foi carregada prá cima, nos braços do pai da menina que a amava tanto.
Foi medicada, tratada, mas só foi piorando.
Não houve jeito. O médico disse que era tudo interno, ela não sobreviveria.
Só lágrimas na família.
Minha menina telefonou prá mim aos prantos, dando-me a notícia.
- Mãe, a Bebel morreu.
Faltou-me o chão, não pela morte da Bebel, mas pela dor da minha filha.
Sei que Bebel foi pro céu.
Tenho certeza.
Mas minha filha sofre, e acredito que sofrerá essa perda para sempre.
Bebel, única, ímpar, felicidade em pessoa, alegria personificada.
Ficou tão pouco conosco.
Fez tanta gente feliz...
Murilo também ficou inconsolável.
Saudades teremos prá sempre.
Eu fico com a eterna lembrança dela aqui no meu portão, no sábado anterior à sua morte, brincando comigo, feliz, balançando o rabo e correndo com meu menino mais novo.
Bebel, amo você. Por toda a alegria que você trouxe aos meus filhos. Por todos os momentos em que você foi o apoio e a companhia da minha menina segunda.
Minha eterna gratidão, cachorra perfeita, santa e pura.
Tirada do centro de zoonoses e criada como um bebê adorado.
No céu.
Ninguém consegue me provar o contrário.

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